Na última quinta-feira, 3 de abril de 2025, o influenciador digital Felipe Neto causou um grande alvoroço nas redes sociais ao anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026.
O vídeo publicado por Neto rapidamente viralizou, gerando reações diversas. Em sua postagem, o influenciador afirmou que a decisão de entrar para a política veio após um período de reflexão e com o desejo de usar as redes sociais para beneficiar a população brasileira. Além disso, ele mencionou o lançamento de uma nova rede social chamada “Nova Fala”, projetada para ser um laboratório de opinião pública, com o objetivo de entender as necessidades e preferências dos cidadãos.
Contudo, menos de 24 horas depois, Felipe Neto fez uma revelação que pegou muitos de surpresa: a pré-candidatura não passava de uma estratégia de marketing. Na sexta-feira, 4 de abril, o influenciador publicou um novo vídeo esclarecendo que o anúncio tinha como objetivo divulgar uma plataforma de audiobook, fazendo referência ao livro “1984” de George Orwell, uma obra que aborda temas de controle social e manipulação da informação. Neto explicou que o intuito era chamar a atenção do público para o lançamento do produto, não tendo nenhuma intenção de se envolver na política de fato.
O episódio gerou debates intensos sobre os limites éticos do marketing digital e a responsabilidade dos influenciadores ao utilizar temas sensíveis como a política para promover produtos e serviços. Muitos seguidores ficaram indignados, acreditando que Felipe Neto realmente tinha intenções políticas, o que levantou discussões sobre a forma como as informações são consumidas nas redes sociais e a importância de discernir entre o que é uma campanha legítima e o que é uma ação de marketing.
Por outro lado, a ação também foi elogiada por alguns, que reconheceram a habilidade de Felipe Neto em gerar engajamento e debate público, além de destacar a capacidade de influenciadores digitais em criar discussões significativas mesmo com estratégias não convencionais. A repercussão foi tamanha que o episódio serviu como um exemplo claro da influência crescente das redes sociais na formação de opinião pública, e como os influenciadores têm o poder de moldar narrativas, até mesmo quando suas intenções comerciais não são completamente transparentes.
Esse episódio também destaca a crescente interseção entre marketing e política, com influenciadores digitais explorando novos formatos para alcançar o público e engajá-lo em questões que vão além da publicidade tradicional. Resta saber se o futuro das campanhas políticas será cada vez mais dominado por estratégias digitais, como a utilizada por Felipe Neto, ou se os eleitores continuarão a exigir mais transparência e compromisso de figuras públicas.